Festival Internacional de Marionetas do Porto

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ÓPERA DOS 5 € – AKA – TRANS GUETO EXPRESS

SEXTA, 24 DE SETEMBRO

Mosteiro São Bento da Vitória, 21h30
Preço:
bilheteira do TNSJ
M/12 anos

TEATRO DE FERRO + RADAR 360º + TEATRO DO FRIO
“ÓPERA DOS 5 € – AKA – TRANS GUETO EXPRESS”

Nesta mistura de festa com ensaio de banda-de-garagem experimental e ópera de arte total low cost, migrantes, nómadas, artistas de rua e outros, também de casa às costas, co-habitam com o nosso estimado público.
Ópera dos Cinco € – also known as – Trans Gueto Express acontece num dispositivo instalado no exterior. Posto fronteiriço, campo de retenção em outsourcing, check point, salão de baile, quermesse, circo novo – pelintra (ex-novo-rico), teatro de feira, feira da ladra e da contrafacção… Imagens de que partimos e que configuram a relação deste objecto cenográfico com o evento espectacular/performativo.  Também aqui continuamos a trabalhar sobre uma ideia de transversalidade estrutural, que cruza elementos oriundos de linguagens da cena distintas como o circo ou a marioneta. Nos corpos e na voz dos actores, procuramos espaços comuns a estas linguagens. A apropriação do espaço nas suas diversas escalas, dos objectos manipulados, do olhar e do escutar dos outros – espectadores é o caminho que nos importa agora percorrer.
Esta criação, congrega três estruturas / grupos / companhias: Teatro de Ferro, Radar 360°, Teatro do Frio. Com esta associação procuramos experimentar formas alternativas de produção e as suas relações com os processos criativos.
Imaginemos uma pequena praça ao entardecer. Uma trupe de saltimbancos chega e instala-se. São românticos os nómadas não são? Repara como parecem livres e felizes. Os miúdos, à solta, correm de um lado para o outro. Os adultos, meios aciganados, continuam a tirar coisas das carrinhas e cantam enquanto o fazem. Brecht rap e techno Weill. Alguns sabem fazer habilidades bem giras – enfim, as tradicionais melhoradas. Fartam-se de bulir, têm bichos carpinteiros e, no entanto, movem-se num tempo fora do carril de Saturno. Esse seu tempo outro – o de um mundo ambulante, de um mundo gema dentro de um ovo de Colombo, de um mundo em trânsito – servirá de molde e máscara ao nosso espectáculo.

“A ópera dos cinco € – aka – trans gueto express» tenta tirar da gaiola dos especialistas e das especialidades alguns temores, inquietudes e fechamentos que nos tocam a todos, privilegiando a dissonância, mas procurando acertos de cadência e de palavra que façam do tempo espectacular um laboratório de outras formas de estar com.”
Regina Guimarães

Dramaturgia, Texto e Canções: Regina Guimarães
Encenação e Cenografia: Igor Gandra
Movimento: Carla Veloso
Marionetas: Júlio Alves
Figurinos: Diana Regal
Interpretação: António Oliveira, Igor Gandra, José Pedro Ferraz, Julieta Rodrigues, Rodrigo Malvar e Rosário Costa; [participação especial] Carlota e Matilde
Desenho de luz: TdF e Gil Rovisco
Assistente de Figurinos: Elisa Pinto
Fotografia de Cena: Susana Neves
Design Gráfico: CATO
Operação de Som: João André Lourenço
Direcção de Montagem: Virgínia Moreira
Oficina de Construção: Catarina Falcão, Virgínia Moreira, Vera Martins e Américo Castanheira – Tudo Faço
Produção: Teatro de Ferro
Co-produção: Teatro de Ferro, Radar 360º, Teatro do Frio, Festival Escrita na Paisagem, Festival Internacional de Marionetas do Porto, Teatro Nacional São João
Agradecimentos: Catarina Lacerda
O Teatro de Ferro é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção Geral das Artes

www.myspace.com/teatrodeferro
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ÓPERA DOS 5 € – AKA – TRANS GUETO EXPRESS

TEATRO DE FERRO
“ÓPERA DOS 5 € – AKA – TRANS GUETO EXPRESS”

Nesta mistura de festa com ensaio de banda-de-garagem experimental e ópera de arte total low cost, migrantes, nómadas, artistas de rua e outros, também de casa às costas, co-habitam com o nosso estimado público.
Ópera dos Cinco € – also known as – Trans Gueto Express acontece num dispositivo instalado no exterior. Posto fronteiriço, campo de retenção em outsourcing, check point, salão de baile, quermesse, circo novo – pelintra (ex-novo-rico), teatro de feira, feira da ladra e da contrafacção… Imagens de que partimos e que configuram a relação deste objecto cenográfico com o evento espectacular/performativo.  Também aqui continuamos a trabalhar sobre uma ideia de transversalidade estrutural, que cruza elementos oriundos de linguagens da cena distintas como o circo ou a marioneta. Nos corpos e na voz dos actores, procuramos espaços comuns a estas linguagens. A apropriação do espaço nas suas diversas escalas, dos objectos manipulados, do olhar e do escutar dos outros – espectadores é o caminho que nos importa agora percorrer.
Esta criação, congrega três estruturas / grupos / companhias: Teatro de Ferro, Radar 360°, Teatro do Frio. Com esta associação procuramos experimentar formas alternativas de produção e as suas relações com os processos criativos.
Imaginemos uma pequena praça ao entardecer. Uma trupe de saltimbancos chega e instala-se. São românticos os nómadas não são? Repara como parecem livres e felizes. Os miúdos, à solta, correm de um lado para o outro. Os adultos, meios aciganados, continuam a tirar coisas das carrinhas e cantam enquanto o fazem. Brecht rap e techno Weill. Alguns sabem fazer habilidades bem giras – enfim, as tradicionais melhoradas. Fartam-se de bulir, têm bichos carpinteiros e, no entanto, movem-se num tempo fora do carril de Saturno. Esse seu tempo outro – o de um mundo ambulante, de um mundo gema dentro de um ovo de Colombo, de um mundo em trânsito – servirá de molde e máscara ao nosso espectáculo.

“A ópera dos cinco € – aka – trans gueto express» tenta tirar da gaiola dos especialistas e das especialidades alguns temores, inquietudes e fechamentos que nos tocam a todos, privilegiando a dissonância, mas procurando acertos de cadência e de palavra que façam do tempo espectacular um laboratório de outras formas de estar com.”
Regina Guimarães

Dramaturgia, Texto e Canções: Regina Guimarães
Encenação e Cenografia: Igor Gandra
Movimento: Carla Veloso
Marionetas: Júlio Alves
Figurinos: Diana Regal
Interpretação: António Oliveira, Igor Gandra, José Pedro Ferraz, Julieta Rodrigues, Rodrigo Malvar e Rosário Costa; [participação especial] Carlota e Matilde
Desenho de luz: TdF e Gil Rovisco
Assistente de Figurinos: Elisa Pinto
Fotografia de Cena: Susana Neves
Design Gráfico: CATO
Operação de Som: João André Lourenço
Direcção de Montagem: Virgínia Moreira
Oficina de Construção: Catarina Falcão, Virgínia Moreira, Vera Martins e Américo Castanheira – Tudo Faço
Produção: Teatro de Ferro
Co-produção: Teatro de Ferro, Radar 360º, Teatro do Frio, Festival Escrita na Paisagem, Festival Internacional de Marionetas do Porto, Teatro Nacional São João
Agradecimentos: Catarina Lacerda
O Teatro de Ferro é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção Geral das Artes

www.myspace.com/teatrodeferro
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FIMP 2010

Será estranho chamar novo a um festival com 20 anos de existência. No entanto, é de um novo ciclo que agora poderá começar  de que se está a falar. É um ciclo que se inicia sobre e sob o importante legado de Isabel Alves Costa e acerca do qual importa reflectir continuadamente, de modo abrangente e partilhado.

Este festival teve, ao longo da sua vida, aparências, formatos e modalidades diferentes, pelo que a sua própria essência se foi, de facto, transformando. (…)Do ciclo terminado resta a memória de todos os que construíram e habitaram este festival. Entre a necessidade de ruptura e a  de permanecer, o que fazer?

Entendemos um festival como o espaço onde o público se encontra com os artistas e também como o tempo em que os artistas se encontram na arte, inclusive com a sua arte em confronto com outras práticas. O festival é virado para dentro e para fora com a mesma intensidade. A sua natureza intrínseca deve ser justamente essa: virar do avesso. Expor o que estava escondido e por mostrar, demonstrar as não evidências de uma prática artística plurívoca – a marioneta, neste caso. Um festival é um evento progressivo e progressista, é sempre novo e ainda assim regressa todos os anos, como certas frutas. É a época em que alguns elementos de entre o público descobrem que são artistas e em que todos o imaginam livremente. É quando aqueles que virão a sê-lo podem estar e ser com(o) os que já são. É também o momento em que as fronteiras se podem dissolver e por isso um festival também é uma festa, uma festa em que se procura abrir e fechar no mesmo movimento, abrir para o todo, a cidade e o mundo, e fechar sobre a necessidade de recolhimento de certas práticas subtis, delicadas, sombrias, experimentais e, por isso, frágeis. (…)

Que caminhos para a marioneta no século XXI? É esta a interrogação que anima o FIMP de agora em diante. Cada espectáculo apresentado, cada artista convidado será desafiado a trazer consigo um fragmento de possibilidade.

Daremos (continuaremos a dar) uma atenção particular às possibilidades de hibridação com as outras artes (da cena e de fora dela), fá-lo-emos segundo uma perspectiva múltipla e em múltiplos sentidos: da marioneta para as outras artes, das outras artes para a marioneta, cruzando as artes do tempo com as artes do espaço, o gesto com o rasto.(…)

Igor Gandra,
Director Artístico do Festival Internacional de Marionetas do Porto