Festival Internacional de Marionetas do Porto

FIMP 2010

DOMINGO, 26 DE SETEMBRO

11h30

BA BA, Piccoli Principi (Itália)
Arquivo Distrital do Porto

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13h00

ALMOÇO FIMP
Jardim da Cordoaria

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16h00

BAILE DOS GORDOS, Colecção B
Jardim da Cordoaria

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SÁBADO, 25 DE SETEMBRO NO FIMP

15h00

FIMPALITOS – ATELIER DE CONSTRUÇÃO E MANIPULAÇÃO DE MARIONETAS
Ponto de Encontro FIMP (Praça da Cadeia da Relação)

Concepção e organização: FIMP (Raul Constante Pereira e Igor Gandra)
Formadores e oficina de construção: Américo Castanheira – Tudo Faço, Frederico Godinho, Gil Rovisco, Hernâni Miranda, João Loureiro, Júlio Alves, Katarina Falcão, Sofia Marques, entre outros.
Participantes: Todos
Duração: 3 horas
Preço: cada um contribui com o que (se) quiser e puder
Apoio: Lipor

No Ponto de Encontro do FIMP, entre 18 e 25 de Setembro, das 15 às 18 horas estará em funcionamento um atelier de construção e manipulação de marionetas.
A reutilização é a palavra de ordem deste atelier em que todos podem participar. A madeira de que são construídos os corpos dos Fimpalitos é proveniente de sobras de cenografias de várias estruturas de teatro da cidade (Assédio, Teatro de Marionetas do Porto, Ensemble, Teatro de Ferro, FITEI, são alguns dos “dadores”).
Compete a cada construtor-autor, a partir de materiais criteriosamente recolhidos e seleccionados (tralhas de toda a espécie, portanto), desenvolver e personalizar o seu Fimpalito. Com o apoio da equipa do festival, todos os participantes podem construir e manipular uma marioneta.
Depois de devidamente registados e apresentadas à comunidade, os Fimpalitos construídos ficarão a pertencer aos seus construtores no último dia do festival, domingo, 26 de Setembro.
O festival fornece a cada participante os materiais e ferramentas necessárias.

Inscrições: 223320053 ou comunicacao.fimp@gmail.com

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16h30

BA BA, Piccoli Principi (Itália)
Arquivo Distrital do Porto

Preço: 5€ (desconto 20% para <25 ou >60; estudantes, grupos, profissionais)
M/1 ano

Ba Ba é uma ode ao surpreendente, à habilidade que todos os seres humanos, e as crianças em particular, têm de ser surpreendidas pelas pequenas coisas. Estranhos reflexos de luz numa parede, o estranho som de uma pinga de água a cair num bocado de papel.
Inspirado pelo trabalho do artista visual Giorgio Brogi, o espectáculo conta a história das ligações existentes entre formas, cores, linhas, superfícies e materiais.

Com o elegante fundo do artista Toscano, dois actores levam a cabo acções simples mas estimulantes. Véus coloridos são manuseados num jogo subtil the presença e ausência, visibilidade e invisibilidade criando na audiência uma admiração que produz atenção, um sorriso que abre a alma.

Dramaturgia e Encenação: Alessandro Libertini e Véronique Nah
Colaboração Artística: Giorgio Brogi, Brigitte Lallier-Maisonneuve,  Antonia Monticelli
Instalação: Giorgio Brogi
Projecto de Som: Véronique Nah
Interpretação: David Batignani e  Véronique Nah
Grafismos: CeG Maxicom
Fotografia: Dario Lasagni
Organização: Chiara Fantini
Produção: Compagnia Teatrale Piccoli Principi com o apoio de Théâtre Athénor, Saint-Nazaire, Théâtre Massalia/Système Friche Théâtre, Marseille, Armunia, Castiglioncello, Municipality of Scandicci e da Regione Toscana “Sistema Regionale dello Spectacollo”

Piccoli Principi desejam agradecer todos aqueles que ajudaram na implementação deste projecto e em particular: Jo Bertolino, Grazia Genzani, Luca Libertini

www.piccoliprincipiteatro.it
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18h30

Viagem de Autocarro Turístico da Cordoaria ao Teatro do Ferro

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19h00

LA TIMIDEZZA DELLE OSSA, Pathosformel (Itália)
Sala de Ensaios do Teatro de Ferro

Preço: 5€ (desconto 20% para <25 ou >60; estudantes, grupos, profissionais)
M/12 anos

A Timidez dos Ossos

Uma tela branca, emoldurada divide o espaço completamente até acima, o corpo no palco está separado dos espectadores. A superfície plana ocupa toda a visão, sem transparência para imagens. Uma forma impressionada na tela pela parte de trás quebra a espera, é o primeiro fragmento de um corpo humano impresso através da matéria para mostrar a sua turva impressão contra a luz, A partir da superfície branca, aparecem fragmentos humanos ou vestígios de uma civilização escondida; da matéria leitosa florescem fragmentos em relevo para criar um flutuante baixo-relevo.
A progressão das imagens revela a realização de um corpo. Desde o início, os fragmentos estão sozinhos.
Eventualmente, eles representam a imagem familiar de um corpo humano. Fetos definindo a sua anatomia durante a gestação, o corpo molda-se pouco a pouco. Eles testam a capacidade do útero, empurrando às cegas a parede de um pálido útero materno; uma tentativa aparente não haver nenhuma restrição gravitacional pela forma como os corpos aparecem em toda a superfície.
Nariz, o osso da coxa, ombro e dedos estão soltos e surgem através de uma fina epiderme que tudo revela. São fantasmas que alteram a nossa percepção do corpo humano, fazendo uma dança radiográfica feita em bruto de músculos e ossos esmagados. O corpo é reduzido à sua estrutura; fisionomia, sinais distintivos e carne desapareceram.
Toda vez que o corpo se destaca, o alívio desaparece face à homogeneidade indiferente da tela.
É como perder as memórias, os fragmentos são letras de um corpo para reescrever que não deixa rastros ou testemunhas.

Daniel Blanga Gubbay / Francesca Bucciero / Paola Villani
Em Colaboração com: Milo Adami
Produção: pathosformel 2007/ FIES Factory One
Em Colaboração com: Sezione Autonoma – Teatro Comandini. Cesena, Italy
Menção Honrosa:  Prémio cenografia 2007

www.pathosformel.org
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21h00

MIRONESCÓPIO, Tarumba
Coreto do Jardim da Cordoaria

Preço: 5€ (desconto 20% para <25 ou  >60; estudantes, grupos, profissionais)
M/16 anos

A Tarumba – Teatro de Marionetas apresenta Mironescópio: A Máquina do Amor. Um espectáculo de pequenas formas inspirado nos antigos Peep Shows e nas primeiras experiências cinematográficas realizadas no século XIX, com a utilização de aparelhos como o Cinetoscópio e o Mutoscópio.
Os grandes especialistas da arte erótica, Dr. Erotikone, Madame Gigi e Madame Mimi, entre outros convidados, actuam pela primeira vez em Lisboa e trazem consigo os seus valiosos Mironescópios. Aqui não existem barreiras, o amor é livre! Venha descobrir o que aconteceu realmente no Paraíso… entre muitas outras surpresas nunca antes vistas.
Vários Mironescópios estarão à sua espera, no interior de cada um decorrem efeitos visuais, imagens em movimento, sombras… que irão criar emoções nunca antes sentidas. Um espectáculo intimista, pedagógico, relaxante e … erótico… numa soirée yé-yé. Traga o seu par e os seus amigos!
Caixas ópticas e múltiplas variações. No seu interior imagens opacas, coloridas, translúcidas, singulares… venha espreitar um outro universo pelo buraco da fechadura…

“Na Arte, a imoralidade não pode existir. A Arte é sempre sagrada”. – August Rodin

FICHA ARTÍSTICA:
Direcção Artística e Construção: Luís Vieira e Rute Ribeiro
Actores-manipuladores: Rute Ribeiro, Catarina Côdea, Raquel Monteiro, Luís Hipólito, Luís Vieira, Susana Esteves Pinto
Adaptação e Textos: Rute Ribeiro
Desenho de Luz: Zé Rui
Sonoplastia: Catarina Côdea
Produção Executiva: Bruno Reis
Fotografia: Luís Vieira

www.tarumba.org
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22h00

MAKE LOVE NOT WAR, Teatro de Marionetas do Porto
Praça da Cadeia da Relação

Entrada Livre

Sinopse

Lisístrata é uma peça contra a guerra, uma convicta apologia da paz e da concórdia entre todos os homens. Nela se atacam os velhos que governam a nação e gastam em armas o dinheiro necessário para outros fins. As mulheres, sob a direcção de Lisístrata, revoltam-se e conseguem, unidas, pôr fim à guerra civil que opunha Atenienses e Espartanos e trazer para casa os maridos e filhos. Utilizam para isso a arma do sexo: não se deixarão possuir por homem algum enquanto não acabar a guerra e não se fizerem as pazes. Representado em 411 a.C., o texto continua hoje a ser, em muitos aspectos, ousado e actualíssimo.

Manuel João Gomes, prefácio a “Lisístrata”

FICHA ARTÍSTICA

A partir de LISÍSTRATA, de Aristófanes

Encenação e Dramaturgia: João Paulo Seara Cardoso
Música: Jonathan Saldanha
Figurinos: Júlio Vanzeler
Movimento: Isabel Barros
Desenho de Luz: António Real/Rui Pedro Rodrigues
Interpretação: Edgard Fernandes, Joana Cruz*, Nelson Luis*, Paulo Freitas*, Rui Queiroz de Matos, Sara Henriques, Sérgio Rolo, Shirley Resende
*estagiários do Curso de Teatro do Balleteatro Escola Profissional

Músicos: André Rocha, Jonathan Saldanha, Tiago Fernandes
Produção:  Sofia Carvalho

MÁQUINAS CÉNICAS
Conceito: João Paulo Seara Cardoso
Desenho e Escultura: Júlio Vanzeler
Desenvolvimento: Rui Pedro Rodrigues
Construção de Estruturas Metálicas: Américo Castanheira
Estagiário: Mauro Lampreia (Chapitô)
Construção de Marionetas: Rui Pedro Rodrigues, Nuno Valdemar Guedes
Pintura: Inês Coutinho
Colaboradores: Luísa Garcia, Victor Cadete, Carlos Machado, Setefan Babiychuc, Raul Constante Pereira
Assistente de Produção: Shirley Resende
Operação de Luz: Rui Pedro Rodrigues
Assistente de Cena: Nuno Valdemar Guedes
Confecção de Figurinos: Carla Pereira
Pirotecnia: Jorge Duarte
Montagem e Assistência Técnica: Américo Castanheira / Tudo-Faço
Fotografia de Cena: Susana Neves
Gravação Vídeo: Ângelo Peres / Widescreen
Apoio: CACE Cultural do Porto
Estagiária de Fotografia: Mariana Dias (Escola Superior Artística do Porto)

Co-produção: Teatro de Marionetas do Porto / Festival Imaginarius 2010 / Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua
Companhia subvencionada por Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes

www.marionetasdoporto.pt
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23h00

COCON, Uta Gebert
Palácio do Bolhão

Preço: 5€ (desconto 20% para <25 ou  >60; estudantes, grupos, profissionais)
M/12 anos

Casulo

Um deserto arenoso. Algo começa a mover-se. Uma mão rendilhada, como uma raiz, desenterra-se e é rapidamente seguida por outra. No entanto, a segunda parece pertencer a uma criatura de outro mundo… Serei aquilo que sou? – É a questão que este acto de criação em várias partes, que este trabalho de mãos invisíveis parece colocar.
Casulos, mundos minúsculos, imagens de sonhos. Cocon – uma peça sem palavras – fala do ciclo da morte e da transformação, de não ter para onde ir, da necessidade de protecção e da busca do conhecimento.

Encenação e Interpretação: Uta Gebert
Cenografia e Marionetas: Uta Gebert
Assistência Artística: Petra Hillbricht, Ilka Schönbein
Vídeo: Silja Lex
Musica: Morgan Daguenet

utagebert.blogspot.com
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23h15

MIRONESCÓPIO, Tarumba
Coreto do Jardim da Cordoaria

Preço: 5€ (desconto 20% para <25 ou  >60; estudantes, grupos, profissionais)
M/16 anos

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00h30

MIRONESCÓPIO, Tarumba
Coreto do Jardim da Cordoaria

Preço: 5€ (desconto 20% para <25 ou  >60; estudantes, grupos, profissionais)
M/16 anos

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COCON

SEXTA, 24 DE SETEMBRO

ACE / Teatro do Bolhão (Palácio do Bolhão), 24 de Setembro, 23h00
Preço:
5€ (desconto 20% para <25 ou  >60; estudantes, grupos, profissionais)
M/12 anos

UTA GEBERT
“COCON”

Casulo

Um deserto arenoso. Algo começa a mover-se. Uma mão rendilhada, como uma raiz, desenterra-se e é rapidamente seguida por outra. No entanto, a segunda parece pertencer a uma criatura de outro mundo… Serei aquilo que sou? – É a questão que este acto de criação em várias partes, que este trabalho de mãos invisíveis parece colocar.
Casulos, mundos minúsculos, imagens de sonhos. Cocon – uma peça sem palavras – fala do ciclo da morte e da transformação, de não ter para onde ir, da necessidade de protecção e da busca do conhecimento.

Encenação e Interpretação: Uta Gebert
Cenografia e Marionetas: Uta Gebert
Assistência Artística: Petra Hillbricht, Ilka Schönbein
Vídeo: Silja Lex
Musica: Morgan Daguenet

utagebert.blogspot.com
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ÓPERA DOS 5 € – AKA – TRANS GUETO EXPRESS

SEXTA, 24 DE SETEMBRO

Mosteiro São Bento da Vitória, 21h30
Preço:
bilheteira do TNSJ
M/12 anos

TEATRO DE FERRO + RADAR 360º + TEATRO DO FRIO
“ÓPERA DOS 5 € – AKA – TRANS GUETO EXPRESS”

Nesta mistura de festa com ensaio de banda-de-garagem experimental e ópera de arte total low cost, migrantes, nómadas, artistas de rua e outros, também de casa às costas, co-habitam com o nosso estimado público.
Ópera dos Cinco € – also known as – Trans Gueto Express acontece num dispositivo instalado no exterior. Posto fronteiriço, campo de retenção em outsourcing, check point, salão de baile, quermesse, circo novo – pelintra (ex-novo-rico), teatro de feira, feira da ladra e da contrafacção… Imagens de que partimos e que configuram a relação deste objecto cenográfico com o evento espectacular/performativo.  Também aqui continuamos a trabalhar sobre uma ideia de transversalidade estrutural, que cruza elementos oriundos de linguagens da cena distintas como o circo ou a marioneta. Nos corpos e na voz dos actores, procuramos espaços comuns a estas linguagens. A apropriação do espaço nas suas diversas escalas, dos objectos manipulados, do olhar e do escutar dos outros – espectadores é o caminho que nos importa agora percorrer.
Esta criação, congrega três estruturas / grupos / companhias: Teatro de Ferro, Radar 360°, Teatro do Frio. Com esta associação procuramos experimentar formas alternativas de produção e as suas relações com os processos criativos.
Imaginemos uma pequena praça ao entardecer. Uma trupe de saltimbancos chega e instala-se. São românticos os nómadas não são? Repara como parecem livres e felizes. Os miúdos, à solta, correm de um lado para o outro. Os adultos, meios aciganados, continuam a tirar coisas das carrinhas e cantam enquanto o fazem. Brecht rap e techno Weill. Alguns sabem fazer habilidades bem giras – enfim, as tradicionais melhoradas. Fartam-se de bulir, têm bichos carpinteiros e, no entanto, movem-se num tempo fora do carril de Saturno. Esse seu tempo outro – o de um mundo ambulante, de um mundo gema dentro de um ovo de Colombo, de um mundo em trânsito – servirá de molde e máscara ao nosso espectáculo.

“A ópera dos cinco € – aka – trans gueto express» tenta tirar da gaiola dos especialistas e das especialidades alguns temores, inquietudes e fechamentos que nos tocam a todos, privilegiando a dissonância, mas procurando acertos de cadência e de palavra que façam do tempo espectacular um laboratório de outras formas de estar com.”
Regina Guimarães

Dramaturgia, Texto e Canções: Regina Guimarães
Encenação e Cenografia: Igor Gandra
Movimento: Carla Veloso
Marionetas: Júlio Alves
Figurinos: Diana Regal
Interpretação: António Oliveira, Igor Gandra, José Pedro Ferraz, Julieta Rodrigues, Rodrigo Malvar e Rosário Costa; [participação especial] Carlota e Matilde
Desenho de luz: TdF e Gil Rovisco
Assistente de Figurinos: Elisa Pinto
Fotografia de Cena: Susana Neves
Design Gráfico: CATO
Operação de Som: João André Lourenço
Direcção de Montagem: Virgínia Moreira
Oficina de Construção: Catarina Falcão, Virgínia Moreira, Vera Martins e Américo Castanheira – Tudo Faço
Produção: Teatro de Ferro
Co-produção: Teatro de Ferro, Radar 360º, Teatro do Frio, Festival Escrita na Paisagem, Festival Internacional de Marionetas do Porto, Teatro Nacional São João
Agradecimentos: Catarina Lacerda
O Teatro de Ferro é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção Geral das Artes

www.myspace.com/teatrodeferro
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LA TIMIDEZZA DELLE OSSA

SEXTA, 24 DE SETEMBRO

Sala de Ensaios do Teatro de Ferro, 19h00
Preço: 5€ (desconto 20% para <25 ou >60; estudantes, grupos, profissionais)
M/12 anos

PATHOSFORMEL
“LA TIMIDEZZA DELLE OSSA”

A Timidez dos Ossos

Uma tela branca, emoldurada divide o espaço completamente até acima, o corpo no palco está separado dos espectadores. A superfície plana ocupa toda a visão, sem transparência para imagens. Uma forma impressionada na tela pela parte de trás quebra a espera, é o primeiro fragmento de um corpo humano impresso através da matéria para mostrar a sua turva impressão contra a luz, A partir da superfície branca, aparecem fragmentos humanos ou vestígios de uma civilização escondida; da matéria leitosa florescem fragmentos em relevo para criar um flutuante baixo-relevo.
A progressão das imagens revela a realização de um corpo. Desde o início, os fragmentos estão sozinhos.
Eventualmente, eles representam a imagem familiar de um corpo humano. Fetos definindo a sua anatomia durante a gestação, o corpo molda-se pouco a pouco. Eles testam a capacidade do útero, empurrando às cegas a parede de um pálido útero materno; uma tentativa aparente não haver nenhuma restrição gravitacional pela forma como os corpos aparecem em toda a superfície.
Nariz, o osso da coxa, ombro e dedos estão soltos e surgem através de uma fina epiderme que tudo revela. São fantasmas que alteram a nossa percepção do corpo humano, fazendo uma dança radiográfica feita em bruto de músculos e ossos esmagados. O corpo é reduzido à sua estrutura; fisionomia, sinais distintivos e carne desapareceram.
Toda vez que o corpo se destaca, o alívio desaparece face à homogeneidade indiferente da tela.
É como perder as memórias, os fragmentos são letras de um corpo para reescrever que não deixa rastros ou testemunhas.

Daniel Blanga Gubbay / Francesca Bucciero / Paola Villani
Em Colaboração com: Milo Adami
Produção: pathosformel 2007/ FIES Factory One
Em Colaboração com: Sezione Autonoma – Teatro Comandini. Cesena, Italy
Menção Honrosa:  Prémio cenografia 2007

www.pathosformel.org
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VIAGEM DE AUTOCARRO TURÍSTICO

SEXTA, 24 DE SETEMBRO

Cordoaria, 18h30

Viagem de Autocarro Turístico da Cordoaria ao Teatro do Ferro, para o espectáculo “LA TIMIDEZZA DELLE OSSA, Pathosformel (Itália)”.


PORTO AO PÔR DO SOL

SEXTA, 24 DE SETEMBRO

Praça da Cadeia da Relação, 18h20

Todos os dias, ao pôr do sol servimos um porto e celebramos o final do dia ou o início da noite.
O ocaso do Porto merece bem um porto.